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terça-feira, 10 de junho de 2008
A Degradação Do Ensino Superior
Não valeu a pena tamanho investimento. Cursar um nível superior é o sonho de qualquer pessoa que quer uma qualidade de vida melhor e adentrar ao mercado de trabalho com a qual o curso possa lhe oferecer. Para a maioria dos alunos de faculdades particulares de cidades do interior, principalmente do Nordeste este sonho passa a ser um pesadelo diante da falta de responsabilidade e estrutura organizacional das instituições que não se preocupam em oferecer cursos regulares, reconhecidos e de alto padrão, ou seja, dentro das normas e diretrizes na qual o sistema de ensino superior exige. Para tanto sabe-se que o curso na qual muitos alunos que atuam profissionalmente nas áreas de humanas, especificamente Filosofia que é voltado para o conhecimento, ética, valores e etc, necessita de estrutura por parte do corpo docente e que a instituição esteja capacitada a corresponder aos anseios do aluno. Quando isto não acontece o melhor é parar, mas diante da necessidade de conhecer a filosofia, aprofundar seus conhecimentos, procura-se dar credibilidade a instituição na qual faz parte como corpo discente e ao concluir o curso nota-se que não valeu a pena. Porquê? o curso totalmente irregular, a esfera pública não abre campo de trabalho, a valorização não existe daí a degradação e arrependimento por não ter tido maturidade para mudar de curso e ter continuado a insistir em uma formação que não traz retorno para o aluno. Por esta razão a falta de senso de responsabilidade por parte de alguns gestores de faculdades particulares do interior do nordeste e por que não falar em Alagoas é uma tremenda decepção e traz angústia pois o investimento é alto, as cobranças financeiras onde o aluno mesmo enfrentando dificuldade financeira tem que honrar seus compromissos e finalmente o que se tem de retorno? nada. Não há empenho para rever as falhas e corrigir o currículo, o conhecimento, a estrutura interna em termos de reconhecimento do curso e o tempo se foi sem ter como reverter a situação. Por isto é que o MEC, Conselho de Educação a nível Federal deve tomar conhecimento dos cursos oferecidos no interior de Alagoas, para que o aluno não possa ser lesado após quatro anos de dedicação total, de buscar aprendizado para alcançar seus objetivos profissionais, pois para os alunos o ensino superior não é tão somente um canudo de papel e sim uma vertente para o futuro, para a prática de aperfeiçoamento nas suas atividades diárias. Tal situação é notória, mas espera-se que este quadro venha a mudar para que novas turmas não tenha que se arrepender futuramente, que as instituições cumpra seu papel ético e moral diante de um curso que traz o poder de criticidade que é o de Filosofia.
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